Confira as cinco principais novidades do Windows 10, lançado nesta quarta-feira

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O novo sistema operacional da Microsoft começa a ser liberado gratuitamente para usuários do Windows 7 e 8. Veja as principais mudanças

A Microsoft lançou nesta quarta-feira (29) o Windows 10, novo sistema operacional da empresa que vai funcionar em computadores, tablets e celulares. O objetivo é superar os pontos fracos do Windows 8 (a empresa “pulou” o que seria o 9) que, em 2012, tentou reunir em um só programa a experiência de quem usa gadgets com telas sensíveis ao toque e todos os recursos de um sistema operacional tradicional, de PCs. Não foi a melhor estratégia: a maioria dos clientes detestou as mudanças, poucos atualizaram a versão 7 para a 8. Agora, a Microsoft pretende reparar seus erros.

A nova versão estará disponível em 190 países como atualização gratuita para quem tem o Windows 7, Windows 8 e 8.1 e o Windows Phone 8.1. De acordo com a empresa, serão enviadas notificações aos usuários a partir desta quarta-feira e a atualização estará disponível até julho de 2016.

O futuro da Microsoft – O lançamento é ambicioso: a Microsoft, que tem 90% do mercado de desktops com o Windows, pretende alcançar 1 bilhão de usuários nos próximos dois a três anos com a versão 10. O desafio da empresa é convencer desenvolvedores para que criem aplicativos para o novo sistema operacional, que funcione tanto nos computadores como em tablets e celulares.

Integração que, para os desenvolvedores, já acontece com a concorrência, com o iOS (da Apple) e o Android (do Google), que, juntos, têm 2,7 milhões de aplicativos exclusivos. Para Windows 8 e 8.1, existem apenas 500 000 apps – e ter mais opções significa conquistar mais usuários. Porém, para isso, os desenvolvedores precisam estar certos de que vale a pena investir no Windows 10.

O novo sistema recuperou a interface antiga, do Windows 7, mas que ganhou boas novidades. Há, por exemplo, um novo navegador, o Microsoft Edge, que deve substituir o Internet Explorer, e um novíssimo software de assistente pessoal, similar à Siri, da Apple. Confira os detalhes das cinco principais mudanças:

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A assistente pessoal Cortana

Semelhante à Siri, da Apple, a Cortana permite “conversar” com o sistema operacional. O assistente vai facilitar a tarefa de encontrar informações no computador, tablet ou celular e estará disponível em português até o fim do ano. Ele já é utilizado no Windows Phone desde 2014 e foi anunciado para o Windows 10 no ano passado. Vai ajudar também o navegador a personalizar suas opções de navegação e uso e lembrará de compromissos e atividades agendadas.

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O navegador Microsoft Edge

O novo navegador pretende enterrar o Internet Explorer (vamos combinar, que poucos continuavam a usar). Ele deve ser mais leve para baixar e, como os navegadores rivais, terá na página inicial os sites mais visitados, sugestões de aplicativos e outras informações personalizadas. Também permitirá que os usuários façam anotações nos sites e as enviem para outras pessoas. Pelo o que indicam testes preliminares, é mais rápido que a concorrência, como o Safari (da Apple) e o Chrome (do Google), e, ao longo do tempo, será integrado a diversos apps. Ou seja, sim, é uma imitação do Chrome. Mas uma que marca a entrada (atrasada) da gigante Microsoft no mundo moderno dos navegadores de internet.

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O menu iniciar

Depois de ser retirado na versão 8, o clássico botão “Iniciar” voltou e deve agradar aos nostálgicos do Windows 7. Ele exibe painéis que mostram os programas e, com a opção “selecionar tudo”, eles aparecem em ordem alfabética. Traz também as opções de desligar e suspender, enquanto a necessária caixa de buscas foi movida para o menu de tarefas, na parte inferior da tela.

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O Windows Hello

É o recurso de reconhecimento do Window 10. Ele identifica o rosto e as digitais para imediatamente logar o usuário ao computador. É mais confiável que a senha numérica.

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As mudanças nas atualizações obrigatórias

Elas são necessárias, mas incomodam. Por isso, o novo navegador fará as atualizações automaticamente, em segundo plano, como é com o Mac, da Apple. O objetivo é aprimorar a segurança digital dos usuários, fornecendo códigos recentes para impedir ataques de hackers ou falhas do sistema. Quem não utiliza o computador diariamente costuma torcer o nariz para as atualizações constantes, que mudam padrões e layouts. Mas, sem elas, o PC pode ficar extremamente vulnerável.

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