Feirão da Caixa terá 10 mil imóveis de até R$ 600 mil

Share

O Feirão da Caixa 2015, que em Salvador acontece de 12 a 14 de junho no Centro de Convenções da Bahia, deve ter cerca de 10 mil imóveis à venda, segundo projeção feita pelo banco. O valor dos imóveis está na faixa entre R$ 100 mil e R$ 600 mil.

E o financiamento dos imóveis vai alcançar, em média, 80% do valor, chegando em alguns casos a 90%. O evento foi anunciado pouco após a confirmação do segundo aumento da taxa de juros pela entidade, o que, segundo alguns analistas, pode dificultar a compra para quem é autônomo e não tem correção automática da renda.

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia, José Alberto de Vasconcelos Oliveira, o Feirão da Caixa é a última grande chance do ano de comprar um imóvel em Salvador com o preço atual.

“Tem gente que acha que a oferta está grande. Mas quem procura um apartamento de dois quartos na Pituba, por exemplo, não acha”, afirma Vasconcelos.

Ele considera que depois desse evento vai ser difícil encontrar imóveis com os mesmos preços porque, com o valor dos terrenos em alta, entre outros fatores de produção, a tendência é que os imóveis fiquem cada vez mais caros.

“Os imóveis que serão vendidos no Feirão estão prontos ou em fase de conclusão. Se eu quisesse comprar um imóvel, compraria agora”, declarou.

O número exato de imóveis à venda e a relação de propriedades por bairro devem ser publicados no mês que vem. “O Feirão Caixa da Casa Própria é um evento consolidado e que traz grandes facilidades a todos que se interessam em adquirir uma moradia”, afirmou o diretor de habitação da Caixa, Teotônio Rezende.

Juros altos

Mas nem todo mundo está tão otimista quanto ao momento para comprar imóveis O assessor jurídico para a Bahia da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), Carlos Alberto Borges, acredita que o Feirão da Caixa 2015, anunciado esta semana, vai ser influenciado negativamente pelo segundo aumento da taxa de juros pela entidade, no último dia 16.

Para imóveis com valor até R$ 650 mil, a taxa de juros cobrada pela Caixa Econômica Federal subiu de 9,15% ao ano para 9,45% ao ano, para quem não é cliente do banco, e de 8,75% para 9,3% no caso dos correntistas ou titulares de poupança.

“Ficou mais difícil para o profissional autônomo assumir um compromisso de financiamento de imóvel”, avalia Borges, para quem os autônomos não contam com a mesma proteção à renda mensal que têm os assalariados.

Ele considera que para esses profissionais aumenta muito o risco de não poder arcar com as prestações futuras. “As pessoas pensam apenas que é melhor pagar uma prestação de R$ 1.500 do que gastar esse dinheiro com aluguel. Mas esse é um compromisso de longo prazo”, explica o advogado.

Borges assinala que se, por um lado, está mais fácil comprar imóvel, por outro lado, a perda do patrimônio por inadimplência também foi simplificada . “Muitas vezes, o comprador já pagou o corretor e as parcelas intermediárias. Ele pode tentar rever o valor através da Justiça, mas normalmente perde até 30% do que já gastou, sem falar na demora”, afirma o assessor jurídico da ABMH.

Borges não tem estatísticas sobre desistências, mas afirma que este ano já passaram por suas mãos “dezenas” de casos de mutuários que não conseguem seguir pagando as prestações de financiamento.

Fonte: Correio 24h

Share