MP investiga venda casada de seguro com empréstimo

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Bancos que incluem seguros em contratos serão investigados

Após denúncias de clientes, o Ministério Público Estadual (MPE), através da promotoria de defesa do consumidor, irá investigar o porquê dos bancos incluírem seguros em contratos de empréstimo pessoal, sem autorização prévia do consumidor. A prática acontece sempre nos caixas rápidos e está sendo investigada por se assemelhar a venda casada, que é proibida por lei.

Na manhã desta terça-feira, 08, representantes do banco Banese, alvo da denúncia, participaram da audiência com a promotora de justiça Euza Missano. Segundo a promotora, a cobrança para um seguro no empréstimo sem a autorização do consumidor é ilegal e proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. “O Ministério Público vai analisar se há ilegalidade nesse tipo de procedimento”, explica.

Banco nega a prática

O valor do seguro embutido nas operações não foi divulgado, mas o banco nega a prática. Durante a audiência os advogados do Banco Banese explicaram que: “Não há imposição do banco para que o consumidor adquira o seguro, no ato da contratação do serviço de empréstimo “credi-rápido”. Que na ausência de opção pelo seguro, o consumidor poderá substituir a garantia por avalista”, explicou os advogados conforme registro em termo de audiência.

CQCS

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