Plano odontológico tem atuação diferente em países da América Latina

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México, Colômbia, Chile, Argentina e Brasil possuem modelos de negócios diversificados

Estar no mesmo continente não necessariamente significa ter modelos de negócios iguais, ainda mais quando se trata de assistência odontológica, que possui suas particularidades em cobertura e serviços prestados.

Na Argentina, por exemplo, a cobertura é universal, o que diverge do México. Já no Chile e Colômbia a atuação da assistência odontológica é mais parecida. “No México tem uma liberdade contratual e o mercado de plano odontológico ainda é pequeno, comparado com o brasileiro, mas cresce 35% ao ano, há cinco anos. No Chile e na Colômbia pode escolher estar debaixo de uma operadora pública ou operadora de plano de saúde privado.

Há concorrência não somente no âmbito público, mas em ente privado, todos estão disputando os beneficiários do plano”, explica o economista-chefe do Sistema Abramge, Sinamge e Sinog, Marcos Paulo Novais.

Ele explica também que na Argentina há cobertura padrão. “A cobertura dental está dentro do plano médico, o que é comum nesses países. Além disso, há padronização na cobertura médica obrigatória”.

Como resultado das análises,os países da América Latina apresentam alguns modelos diferenciados. “Há uma ampla utilização de modelo de pagamento por serviços, com casos de pacotes. Além disso, há perda da importância da carência, uma vez que o modelo é baseado na adesão obrigatória. O contrário do Brasil que tem plano de saúde opcional optativo e precisamos da carência”, enfatiza Novais.

Crescer e competir

Já a diretora adjunta da DIDES e ANS, Michelle Mello, enfatiza que para crescer e competir em um mercado regulado é preciso mudanças. “A mudança não é tecnológica, mas humana. A tecnologia e o mercado mudam rápido, mas as pessoas não. É preciso lembrar que o futuro é agora”.

Porém, ela ressalta que o mercado já está em processo de mudança. “Não somente os planos odontológicos, mas os planos médico-hospitalares, não só no sistema privado, mas no público. Estamos estruturados em um modelo de negócio que se mostra sustentável em curto prazo, por isso, chegamos ao momento de mudar. E para mudar é preciso repensar em modelo de negócios, na forma de prestação de assistência, de remuneração, de parcerias, inovação, gestão da informação”.

Michelle entende que a mudança deve ser ainda mais profunda. “Precisamos vender saúde, não somente tratar doença. Isso que é o mais crítico no segmento médico hospitalar, mas na odontologia também, quando passa daquele pico de utilização da assistência, é preciso continuar fazendo a gestão desse beneficiário, até como uma forma de passar confiabilidade”, comentou durante sua palestra no 10º Simpósio Internacional de Planos Odontológicos (Sinplo), ontem, 14 de abril, em São Paulo.

Fonte: Revista Cobertura

 

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