Procura por orgânicos abre espaço para venda direta ao consumidor

© Fornecido por Sponsored Content Daniel Dapper criou o Tele Frutas há cerca de um ano.
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Quem visitou o Pavilhão Internacional da Expointer 2015, maior feira a céu aberto da América Latina, realizada em Esteio (RS), deve ter notado uma pequena estufa de cultivo de hortaliças e frutas. A tecnologia empregada no local chama atenção: inclui painel solar, reaproveitamento da água da chuva, aplicação de água e fertilizante controlada por aplicativo no celular, entre outras inovações. E quem acha que a estufa é apenas uma ideia criada para a feira se engana – cerca de 400 produtores do estado investem nesse tipo de cultivo, segundo os gestores do programa Juntos Para Competir (Sebrae-RS, Senar-RS e Farsul), que assina a iniciativa.

A alta tecnologia da estufa deixa claro os avanços no setor de hortifruticultura, um campo fértil para investimento. No entanto, os agricultores ainda enfrentam dificuldades na parte de comercialização do produto, o que gera espaço para negócios que façam o trabalho de entrega ao consumidor final.

“Notamos um boom de consumo de produtos orgânicos de dois anos para cá”, afirma Lissandra Monza, gestora de projetos do Sebrae/RS, enquanto o público da feira se reunia para outra visita guiada à estufa. Ela, que trabalha com um grupo de produtores de orgânicos da Região Metropolitana de Porto Alegre, estima crescimento em torno de 30 a 40% por ano na procura de orgânicos na região. “Muitas pessoas se antenaram e criaram empresas, montando cestas e kits e investindo na distribuição dos produtos.”

Percebendo o movimento e a procura pelo setor de hortifrúti que, há pouco mais de um ano, Daniel Dapper, 33 anos, resolveu investir no abastecimento de restaurantes. O negócio deu certo, ele abriu uma loja física e iniciou a entrega a domicílio. O Tele Frutas distribui ovos, verduras, frutas e legumes, parte deles orgânicos, em toda a cidade de Porto Alegre.

Um caminhão de pequeno porte é dedicado ao atendimento dos clientes do comércio, como restaurantes, escolas e creches. Segundo Daniel, a facilidade e economia do empreendedor são as principais motivações para comprar do Tele Frutas: “Nós atendemos o médio e pequeno empreendedor. Para que ele não precise comprar uma grande quantidade e não tenha que gastar muito tempo indo no Centro de Abastecimento do Rio Grande do Sul”, diz.

E, para que o Tele Frutas entregue direto na casa do consumidor, basta um telefonema. Daniel explica que seu diferencial está na entrega rápida: depois que o pedido é efetuado, o cliente recebe a mercadoria em até uma hora e meia. Além disso, também pode ser feito o agendamento da entrega. “Hoje o volume de vendas a domicílio já estão se igualando aos de vendas ao empreendedor”, afirma Daniel.

Já Roberta Paradeda, 35 anos, trouxe de Londres a inspiração para a venda de hortaliças diretamente ao consumidor. Há dois anos, ela e o irmão Eduardo, 38 anos, abriram a Quitanda Virtual, um site que reúne toda a mercadoria da empresa, exclusivamente orgânica. O cliente pode fazer pedido via site, e-mail ou telefone. As entregas acontecem em toda a capital gaúcha e são agendadas em quatro dias da semana. Ovo, alface, tomate, espinafre, laranja e banana são os itens mais procurados.

“A cada mês a procura cresce. Só não tem um movimento maior, porque as pessoas ainda não conhecem este tipo de serviço”, explica Roberta. Por conta disso, a empreendedora afirma que o próximo passo é investir mais em divulgação.

MSN

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