Quanto custam os seguros dos 10 carros mais roubados do país

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Preços mais salgados

São Paulo – Levantamento feito pela Proteste mostra quanto custam os seguros dos carros mais roubados no Brasil.

Os carros que são mais visados por ladrões costumam ter seguros mais caros, naturalmente. Porém, como o índice de roubo não é o único fator que influencia na formação do preço do seguro – especialistas dizem que a variável seria responsável por influenciar algo como 50% do preço da proteção – o carro que lidera a lista dos veículos mais roubados não terá, necessariamente, o seguro mais caro do mercado.

Também influenciam no preço da apólice, entre outros fatores, o valor do veículo e o grau de dificuldade de conserto do modelo no caso de colisões, caso o seguro também inclua cobertura em caso de acidentes. Afinal, quanto mais caro e difícil de consertar, maior será o custo da indenização a ser paga pela seguradora.

Por isso, além de observar o índice de roubo do carro, é essencial simular os preços do seguro. Mesmo com um alto índice de roubo, um determinado modelo ainda pode ter um seguro mais barato do que outro com índice menor caso a seguradora avalie que seu risco é mais baixo ao considerar outras variáveis. Uma das formas de fazer essa comparação é utilizar o simulador disponível no site da Proteste,

Metodologia

A Proteste listou os preços dos seguros dos dez modelos mais roubados de acordo com o ranking publicado por EXAME.com, que leva em conta o Índice de Veículos Roubados/Furtados divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). A listagem considerou apenas os 50 carros mais vendidos dos últimos cinco anos, de acordo com dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Ainda que no ranking da Susep alguns carros tenham sido separados de acordo com sua motorização, a simulação da Proteste não fez essa diferenciação.

Assim, enquanto no ranking da Susep a versão do Palio com motor 1.0 e as demais versões com motorização superior apareçam em posições diferentes, na simulação da Proteste foi considerada apenas uma versão do carro. O mesmo vale para o Fiat Siena. Ao usar esse critério, em vez de considerar as duas versões do Palio e as duas do Siena que apareciam entre os dez carros mais roubados, a entidade incluiu na simulação o Honda City e o Hyundai i30, que aparecem em 11º lugar e 12º lugar do ranking da Susep.

A Proteste calculou o preço médio do seguro oferecido por sete seguradoras para dois perfis: um homem de 35 anos, casado, com ensino superior completo, 13 anos de habilitação, com um filho de 14 anos, que viva em casa com garagem e utilize o veículo diariamente; e uma mulher de 45 anos, solteira, sem filhos, com segundo grau completo, quatro anos de habilitação, que viva em casa com garagem e utilize o veículo duas vezes por semana.

Foram realizadas duas simulações para cada perfil: uma considerando que o motorista more no bairro do Morumbi, em São Paulo, e outra na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Foi simulado o preço de um seguro que oferece cobertura total do preço do veículo, de acordo com a Tabela Fipe; cobertura de 50 mil reais para danos materiais e corporais a terceiros; cobertura de 5 mil reais para acidentes pessoais de passageiros em caso de morte e invalidez; e assistência 24 horas.

Clique aqui e veja a seguir o resultado das simulações de preços de seguros dos dez carros mais roubados. Os veículos foram listados em ordem decrescente, do mais visado para o menos visado por ladrões.

CQCS

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