Simular furto de celular pode dar cadeia

Share

Foi o tempo que as seguradoras atendiam principalmente proprietários de veículos querendo garantir o retorno do seu investimento em caso de furto, roubo ou qualquer outro dano. Com os telefones celulares custando cada vez mais caro, fazer seguro para o smartphone tem se tornado comum. Porém, assim como acontece com os automóveis, a polícia apura informações sobre pessoas que vem forjando prejuízo para receber o dinheiro da cobertura. Em Teresópolis, somente nos dois primeiros meses do ano, dezenas de comunicações de furto foram feitas no setor de plantão da 110 DP. De acordo com o Delegado Titular, Herbert Tavares, em todos os registros é feita uma apuração preliminar para tentar identificar possíveis golpes. “Se o celular for segurado, a pessoa pode responder por estelionato, fraude de seguro e falsa comunicação de crime. No momento que é feita a comunicação, iniciamos essa apuração e, se for constatada essa irregularidade, a pessoa já será autuada por fraude. Então, não é bom tentar a sorte por aqui não”, atenta Tavares.

Para contratar um seguro, a pessoa pode fazer contato direto com a operadora de celular, pois geralmente elas têm produtos para oferecer em parceria com as seguradoras, ou procurar diretamente a empresa que fará a garantia. Em média, a taxa anual do serviço varia entre 10% e 15% do valor do aparelho, custo que, assim como no caso dos veículos, geralmente pode ser dividido em até 12 vezes. Além da cobrança com valor anual, é necessário pagar a franquia, ou seja, havendo problema no smartphone é obrigatório quitar quantia de 10% a 20% do valor de mercado do aparelho para receber outro.

No caso das falsas comunicações de furto, as próprias seguradoras, assim como acontece com veículos, podem procurar ajuda da polícia caso desconfiem de algum tipo de fraude. “Como é ela quem suporta o ônus financeiro desses registros, que podem ser falsos, quando apura que há reincidência, por exemplo, a repetição do registro pela mesma pessoa, a empresa pode acionar a Polícia Civil, que vai entrar em ação para apurar se o registro foi falso”, explica o Delegado.

Antes de contratar o serviço, a pessoa deve analisar se o preço do aparelho realmente vale a pena o custo de um seguro. Outra dica é ter bastante atenção no contrato, pois nem todos os eventos são cobertos. Na maioria das situações, o seguro não cobre furtos simples, que podem ser considerados desleixo do cliente. Além disso, a maior parte dos seguros não cobre também danos físicos causados por descuido do próprio usuário.

Fonte: CQCS

 

Share