Carteirinha volta a ser discutida entre os corretores

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E lá vamos nós com o assunto carteirinha. O deputado federal Lucas Vergílio (SD-GO) apresentou o projeto de lei 1.700/2015 alterando a Lei 4.594/64 que regula a profissão do corretor de seguros. Pela proposta, passaria a ser obrigatória, novamente, a emissão de uma carteira de identidade profissional de corretores de seguros (pessoas físicas), além das autorizações para funcionamento (pessoas jurídicas).

Já faz tempo que os Corretores de seguros pedem a volta da emissão do documento. O CQCS tem acompanhado de perto essas reivindicações. O superintendente da Susep, Roberto Westenberg, já tocou no assunto diversas vezes sempre prometendo a retomada da emissão do documento.

Para o Corretor Roberto Marques Vernier a volta da carteirinha dá credibilidade perante os clientes e empresas. “Não queremos ser comparados a cooperativas que atuam no mercado fazendo bobagem e ludibriando empresas e pessoas e agindo de má fé”, diz.

Há também quem defenda que a carteirinha deveria ser emitida, sem prazo de validade e já incluída no custo quando o corretor se habilita. Márcio Bento de Carvalho, da Proctor Corretora e Administradora de Seguros, é um pouco reticente. “Esse assunto é mais um daqueles que não se resolve quase nada e é claro, o pato sempre é pago por nós”. Ele lembra que há corretores que faz questão da carteirinha. Para ele há temas mais relevantes a serem debatidos. “O que queremos de fato é maior representatividade em problemas e soluções que de fato nos ajudem no mercado e não com temas desse tipo, que na parte que interessa mesmo não ajuda tanto. Mais custos com certeza teremos, pois senão eles não criariam data de validade na carteirinha”, opina.

Para Celco Aparecido, corretor em São Paulo, não mudança nenhuma na lei Nº 1.700/2015. “Tudo que diz nela é o que já existe e não esta sendo aplicado”, afirma. Miguel Angelo Barbosa Soares defende que o objeto de discussão seja outro: a obrigatoriedade de ter um corretor “SUSEP” vendendo seguros. “Nada de prepostos, gerentes de bancos, online, operadora de planos, plataformas que qualquer um vende. Estudamos somos cobrados e temos hoje mais responsabilidades que a própria seguradora. Se não for tomada nenhuma providência a nossa profissão vai acabar ou ficar para poucos”, alerta.

CQCS

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