Intenção de manter plano odontológico é bem menor do que de saúde

DC20M1 Portrait of female dentist with nurse and patient
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Os beneficiários de planos de odontologia têm a intenção de ficar bem menos tempo vinculados a ele, quando comparados aos que possuem planos de saúde. Pelo menos é o que revela a última pesquisa apresentada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), ainda no primeiro semestre desse ano.

O estudo visa justamente a verificar, junto à população brasileira, a posse dos planos de saúde; o grau de satisfação com os serviços utilizados e os cuidados com a saúde. Foram entrevistados homens e mulheres em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Recife, Porto Alegre e Manaus.

Segundo a pesquisa, 41% dos adultos residentes nessas regiões possuem planos de saúde (23 milhões), enquanto que 11% (5 milhões) contam com o benefício odontológico, o que representa ao todo quase 28 milhões de brasileiros. Apesar de estar tecnicamente empatados nos índices de satisfação (3,8) e de recomendação (4,1), quando o tema é o tempo de permanência no plano, a história é bem diferente.

Numa escala de 5 pontos, em que 5 é o melhor resultado, o índice de permanência dos beneficiários de planos de saúde é de 4,4. Porém, quando se trata de planos odontológicos, a média fica em torno de 1,8. “Acredito que isso se deva basicamente pela cultura do brasileiro, que enxerga a odontologia mais como um processo curativo do que preventivo. Foi ao cirurgião dentista, resolveu o problema, pensa que não precisa mais se preocupar com a saúde da boca”, lamenta José Henrique de Oliveira, diretor de Operações e Credenciamento do Inpao Dental.

CQCS

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